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02
Nov18

Um casamento Cipriota

Raquel

Viver fora do pais não é, por vezes, tarefa fácil. No entanto, uma das coisas que mais aprecio no Reino Unido é a multiculturalidade. Existem pessoas de todo o lado. Conhecemos pessoas de todo o lado. Fazemos amizade com pessoas de todo o lado. Este post reflecte isso mesmo. Fomos convidados para um casamento cipriota e fomos.

 

Uma semana antes do casamento recebemos um "guia" para o casamento que incluia horários, programa e explicações de alguns momentos do dia. Tenho-vos a dizer que o casamento foi bastante diferente do típico casamento português. 

 

Fomos ter a casa da noiva. Lá houve um ritual onde a noiva dançou com a família (pais e irmãos) e com a dama de honor. Também como tradição, a noiva escreveu na sola dos sapatos o nome das amigas solteiras. O nome da rapariga que permenecer na sola do sapato no final do dia será a próxima a casar (no dia seguinte soubemos que nao restou nome nenhum nos sapatos - vão todas casar!). Havia também uma mesa com salgadinhos bem composta para irmos petiscando. Estava tudo muito bom (e a fome também era muita)!

 

Depois disto, seguimos para a igreja onde se celebrou o casamento. As igrejas ortodoxas onde entrei eram escuras. Esta, em particular, era bem diferente. Cheia de luz e bastante clara. O noivo entrou com o bouquet da noiva. Logo se seguida entrou a noiva acompanhada pelo pai. A cerimónia começou e, como esperado, não percebemos nada. Levantavamo-nos quando os outros de levantavam. Sentavamo-nos quando os outros se sentavam. Ao contrário das nosss cerimónia religiosas, esta tinha uma espécie de um guião - igual para todos. Nos nossos casamentos há sempre partes que podes ser "personalizadas" como as leituras, os cânticos, o sermão, etc. Ali não! Só nos apercebemos que o casamento tinha terminado quando vimos as pessoas a dispersarem. 

 

Seguimos depois para um jantar em casa dos pais do noivo. Apenas familiares mais próximos (tios, tias, pais, padrinhos) estavam presentes. E nós. Achámos que fomos convidados para este jantar porque viajamos de longe. O jantar correu muito bem. Comemos souvlaki (espetadas grelhadas, bem boas que eram!). Tinham também várias saladas, e outros acompanhamentos. Estava tudo muito bom. Ofereceram a todos os convidados amendôas. Soubemos depois que é tradição comer amendôas em casamentos cipriotas (realmente vimos muitas na casa da noiva!). Terminou assim o primeiro dia do casamento.

 

O dia seguinte ficou reservado para o "grande" jantar do casamento. Aliás, este jantar costuma acontecer a seguir a cerimónia religiosa. Como não conseguiram fazer tudo no mesmo dia por questões de logística, tiveram de "dividir" a festa em dois dias. Estiveram presentes umas 500 pessoas neste jantar. É um numero normal para um casamento cipriota, disse a nossa amiga. O jantar aconteceu ao ar livre. Estava muito bom tempo, ainda assim tinham aquecedores de rua disponíveis. Enquanto os noivos e os pais dos noivos cumprimetavam os convidados, decorreu um cocktail. Fomo-nos sentar quando vimos as mesas a ficarem preenchidas. Estavam uns camarões na nossa mesa como entrada, mas, para azar o nosso, ninguém os estava a comer. Também não os comemos. Finalmente, deram autorização à nossa mesa para se ir servir no buffet. O buffet tinha pouca variedade de comida comparada a um buffet de um casamento português. Servimo-nos e voltámos para a mesa. Os nossos pratos não estavam assim muito cheios, ao contrário dos pratos das outras pessoas. Percebemos depois que ninguém estava a repetir a comida. Conclusão, comíamos bem mais do que aquilo que tiramos inicialmente. Nunca pensámos que não nos íamos servir mais vez nenhuma! Os camarões que não tinham sido comidos como entrada tinham desaparecido da mesa também. Só nos restava esperar pela sobremesa. Finalmente, chegou. Espetada de fruta, bolo de chocolate, um doce num copinho de vidro e um género de um queque. Estava muito boa! Mais tarde, abriram uma banca com gelados e uns doces típicos do Chipre - umas bolinhas fritas com mel. Também eram muito boas, mas por vezes apanhavam-se delas com muito óleo. Seguiram-se os discursos do pai da noiva, do best man e do noivo. A festa arrancou depois disso e terminou por volta das três da manha!

 

Foi uma experiência bastante boa! Toda a gente nos tratou muito bem, e estamos muito gratos por isso!

 

Beijinhos,

Raquel

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